Espelhos d'alma...
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deixe-me ir
Como uma leve pluma que aposta ao acaso da sorte.
Assim sem destino e sem norte,
Atiro-me na primeira brisa que ultrapassa.
E como me ardem tais cortes,
Esteve retalhada toda minha alma
Mas lentamente vai cicatrizando...
O tempo tornou-se o bálsamo para as feridas abertas.
Só me é delicado o sopro de Deus
Que quando chega, repousa suave dentro de mim...
Acalentando-me em teus braços...
Em silêncio, desejo que eu possa me encontrar.
Perdida em meio às brumas do esquecimento
Entrego-me sem receio, não existe medo,
Sigo o mesmo percurso que faz o vento,
Vou alçando vôos para além da dor.
Pluma tão leve,
Que se perde, desaparece, se esquece
Deixando tudo para trás...
Anseio por apenas um abraço protetor...


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Calou-se a voz dentro de mim
Estacados ficaram a viola e violão
Nenhum acorde fez mais sentido
A música ficou perdida no coração

Fizeram silêncio todas as melodias
O timbre está preso na garganta
As letras já não dizem mais nada
E juntas, as cifras se perderam no ar.

Não tem mais ritmo ou compasso
Nem ao menos um pequeno traço
Da alegria que você nos trazia
Tudo se foi com você...